03 junho 2013

Arrazoa-se um mundo em marcha! No pensar, quase a era dos bebés fluorescentes, e até ao joelho (no fundo da gaveta) meias de lã, xadrez: vermelhos tons nos corriam nas veias!

Queiramos um mundo a contar verdades! Temos de nos ajudar na vida universal, e não sermos fugitivos a cuspir bom dia, a cair no mal das ruas. As ruas! Ruas, vagas, vigiadas, e mendigos gatos calvos entre nós: as línguas enroladas nos enigmas: comeriam telhas com tijolos!

Somos sonhos e sonhamos casas brancas e árvores, bonitas árvores com braços para abraçar. Não sabemos como nos enrolamos tanto nesses postes! A festa agora despe e descola, um mal que devia ter sido antes decepado.

Observamos. Porque observamos mas não olhamos nos olhos! O amor: armado de anjos enciumados; invejas cresceram em conselhos desfavoráveis. As cobras e as cabras, não vão esperar eternamente!

O branco: inofensivo. Nunca encarado treino deixou tanto rastro! O mundo num olho atento, possivelmente, feitio complicado nas crianças que fomos e o nada não afluiu flores com cheiro a rosas, jarros de hospitalidade, respeito e uma festa organizada! Poderíamos desanuviar o ambiente! Colocar dispostos ares por mais um prato! Mas a comunidade que era nossa, tinha medo. Medo e coragem: as duas faces da medalha.

Inéditos, Rosa Magalhães
"No Reverso da Medalha"

10 abril 2013

O Mundo ao contrário: in (realities) perfect


Exportar todos os dias uma carrada de e-mails (com CV anexado) às Empresas, sabendo que não são abertos nem respondidos, e só atulham a caixa de correio electrónico dos RH, torna-se: “ridículo”!
É desgastante, é deprimente, é desmotivante pela falta de sucesso nos objectivos desejados: sair do estado: Desempregado.
A exigência obriga o Desempregado a prestar provas activas dessa procura, e já não faz sentido pela falta de frutos queridos.
Se não é atraente para as Empresas, se é desmotivante para o Desempregado, se envolve pessoas e tempo desperdiçado pela falta de resultados: não funciona.
Então, para quê insistir numa coisa que não funciona?
De facto, o Mundo está ao contrário in (realities) perfect!
Embora, não custe absolutamente nada o Desempregado passar o dia a enviar e-mails às Empresas que não abrem nem respondem, a pertinácia desagrada ambos.
Nesta in (perfect) realities de Mundo obstinado, tem de povoar a criatividade positiva, com efeito duma consciência onde tudo fica enleado nessa querela, como um jogo limpo que deita fora, todos os egoísmos!
Se finarmos gigantes filas de espera que só existem para provar empreendimento sem liame, assim como, se cessarmos o cair das montanhas de e-mails com CV anexado na caixa de correio electrónico dos RH, o Mundo terá uma realidade curada a coroar a nossa vida, e basta de consumir tempo com coisas que não operam!
Toda a situação abrupta merece estudo que vincule o Bom Mundo em nosso quotidiano; e refino: somos pessoas, humanos não marionetas, e não possuímos só carne e osso, temos pensamento, sentimento e emoções para deixar demasiadas dificuldades ignorar-nos o conhecimento daquilo que não funciona mais, e torna-nos o arrombo nas vontades enquanto podia levar-nos, rumo ao sucesso!


Rosa Magalhães, in (realities) perfect
Braga, 10 Abril 2013

26 março 2013


impeles-me o saber. a maioria das mutações, (não profissionais) questões íntimas e o forte desejo de ser sumo: derruba.

Rosa Magalhães

porque há pessoas com medo do que vales?


Rosa Magalhães
um dia o chefe disse:
pensa num curso de formação que aches importante para o teu trabalho
e a resposta foi imediata: empreendedorismo.
e a reação foi estranha: isso é para quem quer abrir uma empresa! (e saiu)
pois foi. ele não sabia a importância que tem para uma empresa, ser empreendedor!

Rosa Magalhães

15 janeiro 2013

Pode ser que o dia nasça



Pode ser que o dia nasça
Que eu nasça!
E a noite caia em mim de pé
Sem pé nem forma que fugisse

Que me fugisse dessa cena
Desse palco arena de sulcas maçãs.
Pode ser que o ânimo chegue
Que eu chegue!
Sem bestas no peito nem noite

Que caia em mim, o sono
Mesmo que agreste
E me deixe dormir, também.
Pode ser que a chama vestida venha
Que seda!
Que terra molhada!
Que medo!
Que chuva ainda rola!
E a dança: tempestade do amor.

Pode ser que o dia acalme e morra
Que de cansaço eu morra!
Por caminhos encobertos, refulgentes
De sombras e que a noite caia em mim
Nessa prova como a tua
Ofegante respiração.

Pode ser que a tentação seja atenta!
Que eu fatigada fique acordada!
E que o acantonado castelo sem erros
Tragam memórias, turbas e belas
E que a noite caia em mim nessa jura
Talhada por ti.

Pode ser que o tédio
Chegue e vá sem demora!
Que eu vá para lá da minha história!
Sem derrotas nem tempo
Que tempo tem chão e come na mão
E que a noite caia em mim
Rotina de ilusões.

Pode ser que o tempo
Tenha essência e que meus suspiros
Desertos árico sejam mar sejam
Sem rotinas de perder a cabeça
Sem noite não há ruas de fascinação.

Pode ser que a vida salte deste palco
Que vá para outro canto!
E nas palavras arrebatadas
Seja louca
Que caia em mim teu bem-estar
Como ecos abraçados
Até mais não poder mais.

por, Rosa Magalhães

19 dezembro 2012

Histórico


minhas experiências/ realizações part-time:


três livros editados:

2009 "Pérolas de Amor" - Chiado Editora
2010 "Acrósticos de Poesia" - WAF (Word Art Friends) Corpos Editora
2010 "7 Vidas de Afectos" - WAF (Word Art Friends) Corpos Editora
com duas publicações nos jornais

2011 prémio de mérito de melhor poema da noite "Dia Mundial da Poesia": Poema: "Silêncio"

na Comunidade de Leituras Dramáticas:

ensaios e leituras (dramáticas, encenadas e de interpretação) públicas, 
textos de Obras Clássicas no ambito do projecto BragaCult
Salão Nobre do Theatro Circo e Fonte do Idolo:

2010 "O Despertar da Primavera" de Frank Wedekind, com orientação de Jaime Soares.
2011 "Apologia de Sócrates" de Platão, com orientação de Rui Madeira.
2011 "Textos de Braga" vários autores, com orientação de Ana Bustorff.
2011 "Textos da oficina de escrita com o escritor Abel Neves", com orientação de Rui Madeira.
2011 "A Odisseia" de Homero, com orientação de Rui Madeira.
2011 "As Orações Mansata" de Adbulai Sila, com orientação de Rui Madeira.
2012 "Ifigénia em Áulis” de Eurípides, com orientação de Rui Madeira.
2012 "Electra” de Sófocles, com orientação de Rui Madeira.

Workshops/ Oficinas:

2009 Oficina da Escrita com Sandra Maria Ferreira na Velha a Branca.
2010 Artes Cénicas(Clowns)com grupo brasileiro TOKPOTOK no BragaCult,Theatro Circo.
2011 Escrita Criativa com escritor cubano Reinaldo Montero no BtagaCult, Theatro Circo.
2012 Escrita Criativa na 5ª Dim. com Dr. Pedro Chagas Freitas na Velha a Branca.


Rosa Magalhães

09 novembro 2012


Sou!

Sou!
O que mais quero de mim
O que mais sonho para mim
O que mais espero
De mim sou.

Sou!
Ser incompleto ainda
Em crescimento ainda
Um pedaço
De sol com chuva por dentro
Sou o que ninguém faz por mim.

Sou!
O terrível sentimento
O quebrado desmoronamento
Que se vai
E que fica endireitando
Feliz sou
Sempre que te avisto.

Sou!
O que um olhar pode ser
Tudo que um sorriso pode ter
Pode tudo
Nas mãos cabe o mundo
Sou o que falta ao mundo
Sou o que falta no teu mundo!

Sou!
Em ti e num sonho
Ainda por perceber, sou
Quem quero amar
Em primeiro lugar
Depois dos ventos
Depois das tempestades
Os temperos certos do chegar.

Sou!
E terei meu sonho
Volteado para cá
Não para lá
Que me lançará ao meu
Mais elevado e voltará
Dentro da tua estrela
A mais bela
Aquela que te cintilar mais.

Sou!
Aquela que te adora
Sem pensar
Mais não poderei ser
Senão meu ser
Mais que noites
Mais que dias
Mais que Verões e sinfonias
Mais que vazias noites.

Sou!
Sonhadas brisas
Mares marinhados de carinhos
Os sentidos dum lindo dia
Sentinela do amar
O dia, esse virá para te amar
Para me amar
Para ficar
Para nunca mais ser nunca
Nunca mais ser venda
Em nenhum olhar.

Rosa Magalhães

08 novembro 2012


as minhas pedras




ao longo da vida vi
pedras no caminho
apanhei-as
joguei-as fora
outras, guardei num baú
fechei-o à chave
nunca mais abri o baú
nunca mais olhei as pedras
mas: imagino-as iguais
tal qual eram no dia que as vi


 




 
ao longo da vida vi pedras no caminho
ignorei-as
meu eu disse-me: esquece-as!
esqueci.
não me iam fazer bem

ao longo do caminho não vi pedras
andavam disfarçadas
tropecei e caí
os joelhos feri
mas nunca me arrependi:
cresci


Rosa Magalhães


chuva de pétalas

caem-me pétalas
no auge da minha cabeça
nas mãos
pedaços de árvores
cobreadas boninas
um peito equino
um mundo tristura
estaturas bolorentas


sapiência, cesto vazio
pávido rosto, disfarces
caídos nas mãos dos ventos
o delir a sangue frio
enquanto isso
pétalas estão decaindo
no auge da minha cabeça




 
Rosa Magalhães


16 outubro 2012

A Cor do Amor

Que se engane quem
Acha lindo o amor
Que lindo é
Mas,
Todo o coração tem
Dor e chora
Amargurado
Pelo sonho
Não velado
Que amor não é
Nada
Mas é e só
O alvorecer de cada manhã
Que à noite cai triste
Em cada lágrima
Porque todo
O amor
Mesmo que presente
Está
Tem saudade
A saudade que sente
A perda do tempo
Quando pensa
Que as horas
Demoram a passar
Quando longe está

20 agosto 2012

os "Q" da vida


Que lobos aprendo a uivar?
Que águas e sal me fazem voar!
Que espelho me reflecte tão bem!
Que face iludida me acolhe!
Que trono me escolhe!
Que verdade enreda e gosto?
Que saudade já não aguenta mais!
Que ciúme!
Que amor!
Que pergaminho escrito a pele me cravou?
Que aquietada noite demora na minha janela!
Que brisa alcança meu peito sem saber de mim!
Que de mim voei para longe daqui!
Que rio refresca meu corpo?
Que copo bebido correu no meu rosto!
Que lobos correram do espelho meu!
Que mais me ilude senão veracidades!
Que poema surpreendi e não fechei os olhos?
Que risco de cabelo se ausentou do sorrir?
Que filme me levou?
Que lágrima me secou!
Que sonho me realizou?
Que Verão partiu no Outono e comigo ficou!
Que coração não bateu!
Que arma não doeu!
Que “Q’s” me faltam até depois de viver!

por Rosa Magalhães

12 agosto 2012


Lembrar-te-ei até
que a voz me dê um fado
alegre seja o fardo onde perduram
os momentos
porque mataram a escrita do meu pensar
e quisera-me o tempo escrever, tão alma
donde enquadrasse um amanhecer
numa escarpada noite
o pendurado quadro de parede
e escapar-me de dormir até
o raiar doutra aurora
que pudesses deslumbrar
em mim teu albergo
teu segredo
e fizesse dos meus sonhos pedaços
pedaços de nuvens
entrelaçadas no horizonte


por Rosa Magalhães

Fogem-me palavras, pernas
Pensamentos que o mar, leva!
Foge-me tempo que tempo
Por mim não espera!
Fogem-me as ondas
Do verniz das unhas que meus pés
Vestem!
Foge-me quase tudo!
Porque quase tudo é: quase nada.
Fujo desse nada porque o mar
Não me náufraga. Eu: quero tudo!


por Rosa Magalhães


28 junho 2012


 
O medo da perda seduz a mentira

Talhei arame farpado em torno da vida. rasguei roupa. rompi sapatos e sonhei. dos sabores que fui lendo. hasteei o amor na subida. ténue atmosfera ganha não perdida. idolatrei. amei quem me amou. o resto. mentira. sóbrias defesas. arremessei degustações e sumi. risquei risos famélicos. não pintei o traç...o que meu artista carpiu. fiquei comigo nesta ida e vinda sem saber que ruiu. fruí não fruída e a ti guardei. efémera vida. teu gentil proferiu raias seivas. abraça-me. se deixares de me amar mente-me. não quero a verdade. diz que me amas. eu só quero ser feliz!


trago desejos dentro dos sonhos


Hoje não quero dormir no felpo da tua amargura
antes a partida que a saudade marcante
e ficarás nos meus sonhos

que as rosadas faces de ambos sejam tontas
à noite será dormida num sempre que agora foge
o meu lado melhor de ti

os doces gestos
levemente vento
que me levou para longe dos teus beijos
e teus beijos dormem


agora
nos meus sonhos
que também dormem

essa amargura de insónias
não quero mais meus dias sonolentos
porque gosto de lembrar teus pequenos murmúrios
que o tempo gigante me grita

o amor que nunca me deste
anda longe e perto
tão perto que não chego a sentir saudades tuas
serei despedida breve dum adeus sem promessas
não tenho ansiedades nem tempo
para esperar-te
nem que me deixes teus abraços dentro do livro
a marcar cada página lida

trago pedaços de ti espalhados
estilhaçados dentro do peito
não basta querer-te para amar-te
se longe de mim só tenho a tua ausência

tornaste um presente infinito
que me toca a alma
e me deixa, inquieta
esta ternura qua vai até ao ultimo sonho


por Rosa Magalhães

19 junho 2012

ensaios:
"Textos Dramáticos da Cultura Clássica Grega"

Comunidade de Leitura Dramática
Projecto BragaCult
realizado a 26 de Fevereiro 2012

Leitura pública da tragédia grega:
“Ifigénia em Áulis”
de Eurípides


Fotografias de Paulo Nogueira

"Depois do Salão Nobre do Theatro Circo, a Comunidade de Leitura Dramática muda-se para um outro espaço nobre da cidade de Braga: a Fonte do Ídolo, e aí realiza um ciclo de leituras de textos dramáticos sobre a Cultura Clássica Grega.

Dinamizada no âmbito do projecto BragaCult da responsabilidade da Companhia de Teatro de Braga, e em colaboração com o Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga e o Theatro Circo, a oficina orientada por Rui Madeira realiza a sua primeira sessão no monumento na próxima segunda-feira (dia 27), às 21h30, com a leitura pública de “Ifigénia em Áulis”, de Eurípides. A obra retrata o sacrifício de Ifigénia, a filha de Agamémnon, de cuja imolação a armada grega, retida na praia de Áulis, depende para prosseguir viagem para a Guerra de Tróia. Perante o sacrifício exigido pela deusa Ártemis, Agamémnon convence Clitemnestra a trazer a filha no engodo dum pretenso casamento com Áquiles. Chegada com Ifigénia, a mãe, ao descobrir o engano, maldiz o marido, enquanto Ifigénia, superado o choque, se oferece por amor à pátria.

As próximas sessões estão agendadas para 26 de Março com a obra “Electra” de Sófocles; 16 de Abril: “Coéforas” de Ésquilo; 30 de Abril: “Filoctetes” de Sófocles; e 28 de Maio: “Troilus e Créssida” de Shakespeare, sempre às 21h30 e com entrada livre na Fonte do Ídolo. Situado na Rua do Raio, freguesia de S. José de S. Lázaro, em Braga, o santuário rupestre edificado no século I d.C. consiste numa fonte de água com inscrições e figuras esculpidas num afloramento natural de granito. A obra foi encomenda, como consta da inscrição situada no topo superior esquerdo, por Celicus Fronto, da gens (família) dos Ambimogidi (Ambimogodos), natural de Arcobriga, que no monumento aparece representado, do lado direito, sob a forma de busto masculino dentro de uma edícula. No frontão estão ainda representados os símbolos das divindades Tongo Nabiagus (o martelo) e Nabia (a pomba). Na base deste nicho brota a referida fonte, cuja água corre para um tanque. Do lado direito, junto à inscrição que perpetuou o encomendante, uma escultura de vulto imperfeito representa uma figura masculina togada segurando em ambas as mãos um objecto que tem sido interpretado, pela maioria dos autores, como uma cornucópia. A figura, como parece ser consensual, representa a divindade. Neste santuário foi ainda encontrada uma ara consagrada à deusa Nabia. Apesar de ser dedicado a deuses autóctones, o santuário da Fonte do Ídolo possui um marcado estilo clássico.

Recorde-se que este Ciclo de Leituras pretende criar o ambiente para a apresentação integral da trilogia “Oresteia” (Agamémnon, Coéforas e Euménides), de Ésquilo, que a CTB estreará em Junho/Julho, com encenação de Rui Madeira, no âmbito de Braga 2012 – Capital Europeia da Juventude, numa co-produção com o Teatro Municipal de Almada, o Teatro Constantino Nery de Matosinhos, o Theatro Circo e o Grupo Dragão Sete de São Paulo (Brasil)."







16 junho 2012

Amor de Pai


À saída da escola, empresário de sucesso descobre seu filho de 13 anos de idade, a comprar droga a outro rapaz mais velho, que agarra o dinheiro e foge.
Paulo não esperava seu pai naquele dia. Aflito, atira a droga ao passar pelo caixote do lixo, entra (com medo) no carro, mas a elegância de seu pai não tocou no assunto.
Rui desconfiado, começa a seguir seu filho, descobre então o consumo de drogas.
Meio desorientado sem saber o que fazer, teve a ideia de se marginalizar.
Entrou no mundo do crime para chegar àquele, que passava droga a seu filho.
Um dia, numa disputa entre criminosos, fica apavorado pelo tamanho da rede que o cercava, resolve comprar uma arma, passa a proteger o filho à distância, afastando aquele que, teimosamente passava droga a Paulo.
Munido de confiança, enfrenta um mundo delinquente e desconcertado. Conquista amizade dos criminosos, para fugir da suspeita começa a consumir, é destacado e passa a vender droga directa, um deles: Paulo, seu filho.
Feliz com essa aproximação, Rui tenta que Paulo desista do caminho: não teve sucesso.
Desesperado, já infiltrado na rede do crime, inventa uma zanga forte dentro do núcleo do poder, é ferido, levado para o hospital: desaparece de cena.
Já recuperado, no seu escritório noite e dia, estuda a melhor forma, capaz de arrancar Paulo do mundo do crime; ficou a dúvida:
- Qual das formas: arrancar o caminho do seu filho, arrancar o seu filho do caminho, arrancar-se do caminho e do filho?


1- Rui (pai de Paulo) suicida-se: acaba com o seu próprio sofrimento, filho sente-se culpado e abandona o crime.

2- Rui (pai de Paulo) mata (Paulo) filho: “melhor filho morto que filho delinquente”. Vai preso, fica sem filho e arruinado.

3- Rui (pai de Paulo) mata chefe do gang: acaba com a rede do crime, vai preso, perde a empresa, vai à ruina, Paulo é inserido num centro de recuperação.

4- Rui (pai de Paulo) pede intervenção da polícia, arrisca tudo inclusive a fuga do chefe do gang.


O público decide…

curta
por Rosa Magalhães



08 junho 2012


Amor: Braille

dissipado amor vejo
em teu olhar
fulgor da lua cheia
chega a vislumbrar
um espinho cravado
a ironia do destino
aqui
à tua espera
espero tardas da demora
ímpeto não engana
só espera
fico tempestade
de mãos atadas à fatalidade
embriagada num orgulho ferido
perco-me
por não saber de mim
contigo a preferir-me cega
não vou ouvir um amor braille
cego de tanto salgado mar
que estrelas nuas
são luas cheias a queimar
vão cair nas minhas noites
sombrias e frias
um coração com pernas
não quer andar às escuras
meu eu num abrigo
sem eira nem beira
nem esperanças
ruminadas de alegrias
o tempo que tudo espera
no mesmo mar
sobejado ânimo
verdadeiro golpe de sorte
é minha sorte
por não te ver
por não te ter
serei mais feliz

por Rosa Magalhães


03 junho 2012

:Fusão (no Amor)



Amor é,
uma gigante união
misturada na fusão
amalgama junção
mesclado na interpenetração


Amor é,
incorporada ligação
a miscelânea da confusão!



Amor é,
uma grande salsada?
Isso não!
é balburdia na comoção
é distúrbio no coração!

Amor é,
abalo agregado à emoção
é alvoroço ondulado
é remorso faiscado
é tudo falhado
por uma grande paixão…

Amor é,
o desassossego rumoroso
o frémito poema da bela canção.


Poemas Online
por Rosa Magalhães



Saudade


nostalgia impregnada
recordações e lembranças da alma
que a felicidade tem
o céu aberto
deambulando no contentamento
debruçados sentires
acanhados olhares nus
Infernos
despidos de ventos
onde a paixao arde de desejo


por Rosa Magalhães


Mortos de medo


Na verdade, vestimos nas costas a cruz que fabricámos e um Cristo morto. Um mundo do avesso, infausto no juízo que nada faz para que tudo isto: mude. Amontoamos na cabeça a ideia que também morremos. Junto do Cristo uma cruz com todos: nós (humanos) lá dentro. Esperança, não vemos. Parece que vivemos num intervalo às pressas, colado na ponta do universo. Dizem: reinventai-vos! Na verdade temos talento mas somos: mortos de medo. Somos humanos ignorantes que ignoram outros que fazem não Deuses. Na verdade perdemos a razão apontando, enquanto temos todos os dedos a direccionar-nos corações encarcerados, mortos de juízo num mundo actual ainda belo. O desejo suprime um virar de história a ficarmos do avesso e enquanto vive o milagre da vida não morre: espera e age.

por Rosa Magalhães



01 junho 2012

Que posso esperar?

Que posso esperar
se às vezes preciso esquecer
as palavras
pressas cegas do meu querer
tudo o que a alma dilacerada por prazer
minhas tormentas
caminhos inacabados, incertos
se ao menos eu soubesse que rumo seguir
mas não, o que tenho mais próximo
é teu olhar que me queima
sou areia desértica
com dedos de vento
janela entreaberta à espera do tempo
e ele que foge-me como vento
às vezes quer-me levar



Que posso ser
senão alma inquieta que pousa nas estrelas
senão tardes roubadas no tempo sem horas
às vezes, o sorrir a correr tão devagar
tão lento a lembrar
rostos quebrados, quimeras indulgentes
lágrimas que as memórias secam
por te amar demais
sou como as noites encobertas
as melodias desfeitas, desajeitadas prosas
sonhos pendurados nas palavras
o que é amar?
Serão beijos que trago pendurados
no amargo da minha boca
incapazes de te beijar
guerra demorada que me faz poço fundo
sem fundo, ânsia, segredos das flores primaveris
e para esquecer-te
trago a alma debruçada no tempo
a descorar o tempo que ainda vem





por Rosa Magalhães

12 maio 2012


Um aperto de mão às vezes vale uma aparência.


Rosa Magalhães

10 maio 2012

Distante



não lembro de escrever o amor
perdi-o de vista
esqueci-o
fiquei: distante
não lembro de pensar que amor existe
nem que há pessoas boas e lindas
esqueci tudo
sem querer o pensamento levou tudo
até os sentidos do meu ser
fiquei: distante
não lembro da cor dos teus olhos
nem dos sorrisos suaves
que baloiçavam as tardes de papoilas
e as borboletas no ar
os sonhos
os sonos
em mim fiquei: distante



Rosa Magalhães               
 
 

27 abril 2012

Quando Deus escreve aos Humanos, a terra treme. Humanos sentem medo, humanos (coisas) não.
Só devaneios “inconscientes”!


Sim: nada existe. Nada! Entendes?
Nada nasce, cresce e morre sem passar por mim. Eu demarco.
No entanto, dizeis barbaridades contra mim, sois (pequenos orgulhosos) desumanos.
Andais a ver-me com olhos de “Tomé”: não podeis tocar-me Eu sei, (cépticos) não podeis ver-me.
Sou como o ar; só olhos Humanos contemplam, humanos (coisas) não sabem que estou lá, ali, aqui, aí (em todo o lado) Existo; se vos falho: morrereis sem ar, entendeis?
Não te estiques, ser humano, de humano, pouco ou nada tens!
Vossos olhos - grandes demais - voltados para coisas; coisas: é o que sois: coisas! Coisas sem humildade nem fé.
Chega de insanidade! Quanto mais cursais e dominais o Mundo, menos amais - menos me quereis: tenho pena. Pensais que não tenho vergonha de vós, pensais?
Pensais que não tenho resposta às vossas delinquentes palavras?
Eis a resposta: ela salta-me como pulgas, tenho pena que nem todas, sim as pulgas, vos mordam as injustiças e falhas. A evolução desmedida (ou destemida) da avidez é o mal em excesso nos vossos corações, que vos infesta a vida.
Oh! Quisera-vos Eu (minhas quimeras) flores do campo, assim simples e graciosas, como vos plantei. Cada um traça seu caminho, conforme sua medida.
Omitir meu pão, é pedir acerto das facturas terrenas (no dia que há-de chegar) e uma vez as portas negadas, jamais entrareis no meu jardim. Nessa hora, cá vos espero de braços abertos. Humanos entram; humanos (coisas) não.
Em verdade vos digo, oh seres impuros, é preciso haver medo do castigo!
Então, acordai! Deixai as demências, como o sofrer daquelas mulheres soterradas até à nuca, apedrejadas, só porque a sede as fez beber, em público, um copo com água! Achais isso normal, achais?
Chamo-vos Humanidade, e não passais de coisas! Sois coisas, entendeis?
E que faço Eu, senão sonhar-vos coisas boas, grandiosas, e boas.
Como ousais falar-me (a mim) dos meus sonhos!
Sonhos; sonhei décadas! Atravessei o tempo e vós, repisais-me com espinhos de rosas bravas, lançais ao amor puro e genuíno, o veneno. Cravais-me setas como o papa-figos malvado! Arruinais assim todos os meus sonhos.
- Não mateis o Amor, imploro-vos! Sou Eu o maldito?
Pai. Perdoa-lhes. Eles não sabem o que escrevem! – Digo, Eu,

Deus


Texto:
Resposta de Deus, nas mãos de Rosa Magalhães
a 27 Fevereiro 2012
Escrita Criativa na 5ª Dimensão
com Dr. Pedro Chagas Freitas

14 abril 2012

‎"condições boas e más, fáceis ou difíceis" - humanos tem.

tudo ter é: tão ruim quanto nada ter.
somos a prova viva das expiações: temos de saber levar, entender: muitas foram as asneiras cometidas.

mesmo assim, nada deixa de fazer de nós, verdadeiros: heróis!
o não aceitar contrariedades da vida, torna-a pesada demais.

:sorrisos, palavras, abraços e beijos: custa nada! alimenta e dá força para vencer.


meus Amigos são: meus heróis preferidos!
 
ninguém tem: o que não lhe pode ser tirado.
ninguém não tem: o que lhe pode ser dado.
 
 
Rosa Magalhães

13 abril 2012


Há dias - chorar - apetece; outros, não.
Há outros dias; apetece: rir, não parar: de rir.
Mas há dias, aqueles dias (nada) apetece: chorar nem rir.
O dia hoje: confuso (emoções), a mistura do rir com chorar.

Esta mania de amar pessoas!

Pessoas chegam, pessoas vão: há pessoas que passam, umas ficam outras: não. há pessoas que não sentimos quando vão, outras marcam: na chegada, na presença, na despedida: essas: ficam.


Rosa Magalhães

11 abril 2012

Não somos a metade da laranja (que falta) de alguém!


Cada laranja tem (seu) sabor único.
Todas (as laranjas) são diferentes.

Somos a laranja inteira, não a metade (da laranja) de alguém.

Quando encontramos a outra (laranja) inteira, podemos unir sabores, podemos ser (a mistura) superior, podemos dizer: talvez sejamos felizes.

Nenhuma das (duas) laranjas tem de ser o que cada uma quer.
Na vida não queremos outra laranja igual a nós.
A genuinidade, a diferença, a essência permanece em cada laranja.
Essa é a liberdade que temos para dizer: podemos ser felizes.



sem máscara

!não careço (bêbadas) palavras
verbos (dobrados) mas também olhares tortos, cansados
pensamentos corcovados: sensos, moídos, enfastiados
mas também tudo que vem: arrebatado!

:só careço gestos bons (sorrisos honestos) e bons
verdades e máximos, veras sinceridades e rostos bons
amor, paixão (maciezas da alma) afectos bons
consciência na tua cama, dois eu’s sem fantasma
jamais esquecer o tempero da nossa musica:


Rosa Magalhães



01 março 2012


Referência ao meu Livro: "7 Vidas de Afectos"
publicada ontem dia 29 de Fevereiro 2012
no Jornal Diário do Minho


Rosa Magalhães

19 fevereiro 2012

o acaso dum poema:

porquanto a vida é palco luminoso num olhar!
e as letras do acaso, dançam nuas: aliciam
despedaçam e decepam
ou encantam neurónios ardentes e entusiastas.

tudo fruto duma enormidade.

se a sedução e deserto passam na mente do pecado,
a alma arrefece eterna num amor dilacerado
curvo e preso na porta entreaberta do desejo.

quem dera, que dele despertasse esse acaso!
pobre frio que a vida tem lá: no horizonte.
querer o âmago das fragrâncias providas da consciência
e fortes lutas quanto baste,
em cada escrito cor pálida arrancado de mim.


é jeito do teu gosto,
que visado existe em tão ateadas velas!
tão distante assim, podiam
mil flores errantes de desejo ter liberdade!
mas perdem-se-me no futuro duma brisa dum sorriso
ganho de asas que vão, ao teu encontro.

que imensidão é a noite desprovida dessa chama!
e que farei do vinho escasso senão o bebo quente!
esse teu olhar rouco, que seduz todas as astúcias
são lágrimas frágeis juntas ao pecado!
o desejo dessa musica, fatal e insana.
a vida é amuleto cego e turbo: lindo e genuíno.


Rosa Magalhães
dilema:



quando estou aqui quero sempre estar ali e nunca consigo estar ali porque estou sempre aqui.
 
Rosa Magalhães
olha-me nos olhos quando falares comigo até que a morte nos prolongue a vida.

Rosa Magalhães
vida: mar de rosas; ondas vão e vem, revoltas de espinhos: o amor.

Rosa Magalhães

19 janeiro 2012

visão e várzeas


várzeas noites
visões e luas quentes
anjos mentes
diabos e palavras meigas
corpos quedos alados
enrodilhados
sortudos amados
sonhos diáfanos
e caminhos e água e mares ocos
tímido jogo e dedos loucos
pernas bambas
escadas calmas e abrigo nos cabelos
distante romance
num cerrar de olhos
exércitos no imo
vão e vem e matam
na metade dos pensamentos
tocamos universos
lindo amor apostas
calafrios na prova do vinho
antagónicos nós dois
tão iguais nas quimeras
e voz e juras
ímpeto da natureza
vive e abafa a natureza morta
os lugares abertos
conversas mansas
os sonhos tardios nas asas
a visão das várzeas


por Rosa Magalhães

10 janeiro 2012

Poema "Silêncio"



Editado por:
Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga
promovido melhor Poema da noite
no Encontro de Poesias
realizado no Dia Mundial de Poesias
no passado dia 21 de Março 2011.

de Rosa Magalhães
A tormenta!
     :moras no meu infinito!

Atirei-te meus sorrisos e beijos e corri
e rasguei-os em pedaços!
Agarrei-os de novo para mim
como se fossem embaraços de papel de vidro.
Eram meus.
Eram meus endereços quebrados, desolados
escondidos e de ti guardados.

Agora sou tormenta que me roubei da tua boca!
Queda lúcida que me inventei em mil desculpas.
Subir à montanha e deixar-me cair pelo fogo
levou-me para longe de ti e de lá
chamei-te em vão de dentro da tua tumba.
Não vi, nem a ti nem a mim
senão um destino aplanado num buraco fundo
falhado e sofrego.
Senão de mim a desistir
a ter de sair entorpecida donde voei por cima do céu!
Cego céu de tudo, donde fui personalista e donde
achei-me desiludida
por nunca mais deixar-me abandonada
assim, sem me amar em primeiro
mesmo com motivo de te perder
mesmo a perder-me da noite
e dos tantos pores-do-sol que vislumbrei na alma
dum amor que nada tinha senão o falar mais alto
zoado em ecos da montanha!

Nunca a chama saiu evidente.
Nunca um amor louco e adequado foi tão longe
senão deste inferno que a vida quis sorrir
e queima-me em lume brando, sem brisa
nesse entregado à fogueira, ateado e a fugir
como se fosse a correr
da combalida doutro mundo!
Outro mundo,
sem alma minha para querer achar-te de novo!
E para de ti de novo fugir-te
De ti ou da morte a deixar-me morrer
nos teus braços falaciosos, estouvados de abrigo?
Dum amor louco,
onde a paixão arde e morre sem chama!
Onde jamais poderei viver de novo!


Rosa Magalhães